As palavras sempre me encontraram — mesmo quando eu não conseguia compreendê-las mais profundamente.
Muitos anos atrás, pedi um recado. Com força, com aquela urgência de quem ainda não sabe confiar no silêncio.
Ele veio.
Veio através de um colega que disse: “ele fala com você… mas você ainda não escuta. As palavras são como folhas ao vento.”
Ficou em mim.
Aquela frase criou raízes.
Hoje, sei que as folhas continuam vindo. Algumas ainda dançam antes de pousar, outras já caem direto no papel. Muitas saem pela minha boca, sem pedir licença…
E os sinais? Ah, os sinais… às vezes sussurram nas entrelinhas de um dia comum, às vezes gritam em sonhos, intuições, encontros, músicas, espelhos.
Não precisam mais de tradução — eu aprendi essa linguagem universal.
Esse espaço nasce disso:
de um caminho entre a escuta e a expressão,
entre o real e o simbólico,
entre folhas e sinais.
Sem tema fixo, sem moldura. Só o que sopra e se deixa registrar.
É como um diário, mas sem se prender ao tempo, apenas aos recados que o invisível nos envia.
Sentiu um chamado? Vem comigo.
Quem sabe o sinal que você procura não esteja aqui?